Rua Itália, 878 - Erechim, RS

SANTA MÔNICA

Novembro é o mês do Dia Mundial do Diabetes. Novembro Diabetes Azul é uma campanha mundial que visa conscientizar as pessoas sobre a doença, divulgar as ferramentas para sua prevenção e difundir métodos para melhorar o conhecimento e compreensão sobre o diabetes, tornando mais fácil prevenir as suas complicações.

O Dia Mundial da Diabetes (World Diabetes Day) é comemorado no dia 14 de novembro. A data foi criada em 1991 pela Federação Internacional do Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como resposta ao alarmante crescimento da doença em todo o mundo e coincide com o aniversário de Frederick Banting que, juntamente com Charles Best em 1922, descobriu a insulina e mudou para sempre a expectativa de vida dos indivíduos com diabetes.

Segundo os dados da Federação Internacional do Diabetes de 2019, são mais de 463 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo. No Brasil, o número estimado é de 17 milhões de pessoas (entre 20 e 79 anos) e o mais preocupante é que quase a metade desconhece o diagnóstico. E, quando não ocorre o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, eleva-se o risco de complicações e os custos assistenciais relacionados à doença.

O que é o Diabetes? É o aumento dos níveis de açúcar na corrente sanguínea decorrente da deficiência na produção e/ou ação da insulina. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Esse excesso de açúcar a longo prazo promove lesões em órgãos-alvo (olhos, coração, rins, sistema nervoso periférico), acarretando a redução da qualidade de vida e elevação da taxa de mortalidade.

Existem diversos tipos de diabetes, mas, os mais comuns são:

Diabetes melito tipo 1 (DM1):  Atinge 5 a 10% dos pacientes. No DM1 ocorre destruição autoimune das células beta do pâncreas (produtoras de insulina). Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. O que se sabe e que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes, pessoas com menos de 35 anos, mas pode surgir em qualquer idade. Geralmente apresenta-se de forma abrupta, aguda, e os sintomas mais comuns são: poliúria (aumento do volume urinário), polidipsia (aumento da ingesta líquida por sede excessiva), rápida perda de peso, fome exagerada, cansaço inexplicável, visão embaçada, vômitos e dores abdominais.

Diabete melito tipo 2 (DM2):  Acomete 90% dos pacientes. Nesta situação ocorre a resistência insulínica.  As células do corpo não respondem normalmente a esse hormônio, dessa maneira, o organismo tenta compensar aumentando sua secreção, levando a uma exaustão das células beta pancreáticas com o passar do tempo. É mais comum em adultos a partir dos 40 anos e está bastante associado com hábitos de vida, como por exemplo, obesidade e sedentarismo. Apresenta um quadro mais silencioso, com poucos sintomas ou sintomas inespecíficos, como cansaço, dormência nas mãos e pés, visão turva e boca seca.

Diabetes gestacional (DMG): O DMG é uma condição caracterizada por hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue) que é reconhecida pela primeira vez durante a gravidez. A condição ocorre em aproximadamente 4% de todas as gestações. Geralmente, o DMG cura logo após o parto. Mas, a gestante que teve DMG, está em risco para desenvolver o DM2. Dessa forma, é importante manter os cuidados e acompanhamento médico. Algumas mulheres têm maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas. São considerados fatores de risco para o DMG: idade materna avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 Kg) ou de DMG, história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau e hipertensão arterial na gestação.

Quando devo me preocupar e consultar com um endocrinologista?

– Sempre que estiver com sintomas de polis (poliúria, polidpsia, perda de peso)

– Indivíduos com idade ≥ 45 anos assintomáticos (checkup)

– Indivíduos com idade < 45 anos com sobrepeso ou obesidade e que apresentem mais um fator de risco para DM dentre os seguintes: pré-diabetes, história familiar de DM em parente de primeiro grau, raça/etnia de alto risco para DM, mulheres com diagnóstico prévio de DMG, história de doença cardiovascular, hipertensão arterial sistêmica, HDL< 35 mg/dL e/ou triglicérides > 250 mg/dL, síndrome de ovários policísticos, sedentarismo e acantose nigricans (manchas escuras em dobras do corpo).

O diabetes é uma doença crônica que ainda não tem cura.  Mas, o tratamento, quando realizado corretamente, previne, evita e retarda as complicações associadas como: neuropatia diabética, retinopatia diabética, nefropatia diabética e doenças macrovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) que são as principais causas de morte no paciente diabético, melhorando sua qualidade de vida. O tratamento medicamentoso vai ser determinado pelo tipo do Diabetes e os cuidados com alimentação e exercício físico são fundamentais para qualquer um deles.

Previna-se!! Realize exames periódicos para um diagnóstico precoce. Modifique seu estilo de vida, pratique exercício físico e tenha hábitos alimentares saudáveis. E se você já tem diagnóstico de diabetes siga as orientações do seu médico, faça exames regularmente e leve a sério seu tratamento, realizando-o de maneira correta, pois isso prevenirá uma série de complicações.

Fonte: Texto adaptado do site da Sociedade Brasileira de Diabetes (www.diabetes.org.br), das diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020 e do site da Federação Internacional de Diabetes (www.idf.org)