Cresce uso de estimulantes sexuais entre jovens em Erechim

Médico faz alerta para uso indiscriminado desse tipo de medicamento

É cada vez maior o número de jovens entre 18 e 25 anos que utilizam estimulantes sexuais de forma indevida. Eles compram o medicamento sem receita ou prescrição médica. Aqui em Erechim não é diferente.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que no Brasil 60% dos homens usam remédio para impotência. Esse percentual cresce entre os jovens que buscam o medicamento para lidar com fatores como ansiedade e medo da performance. Em Erechim, uma rede de farmácias revela que não tem um percentual exato mas a procura por estimulantes sexuais aumentou e muito nos últimos anos. O mesmo grupo enfatiza que por mês, são vendidas cerca de 500 caixas de algum tipo de remédio para ereção.  Se levarmos em consideração que atualmente existem no município 45 estabelecimentos que vendem medicamentos, o número cresce ainda mais.

Para o médico urologista, Dércio Nonemacher, o remédio deve ser usado somente por quem precisa. “A gente percebe muitos pacientes jovens que não precisariam usar as drogas vasoativas, mas pra poder melhorar sua performance sexual, por causa da insegurança e ansiedade eles vão as farmácias para a compra o medicamento. O que ele tem que fazer é um tratamento com psicólogo ou urologista pra conter a sua ansiedade e não usar o medicamento que esse jovem está usando sem necessidade”, explica.

Dependência psicológica

O uso descontrolado pode ser perigoso. Além de não trazer benefícios, a utilização errada de estimulantes pode ocasionar efeitos colaterais como dor de cabeça, rosto vermelho, diarreia e vômito. “O grande problema provocado pelo uso dos estimulantes é o risco de dependência psicológica. Aí em um dia que ele não tomou medicamento não vai ter um bom desempenho, vai ficar inseguro, não porque ele precisa do medicamento, mas porque ele está inibido”, pondera Nonemacher.

Acesso Fácil

Adquirir os medicamentos é simples. Como não possuem tarja indicativa de controle com retenção de receita, vermelha ou preta, as drogarias podem vender as estimulantes.

Matéria retirada do Atmosfera Online, 01/11/2019.

 

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